A Martinair está-se a ver “à rasca” desde que largou as rotas europeias. Agora, quase 16 anos depois vem pedir dinheiro e responsabilizar pessoas por algo que a companhia fez. O que pretendo dizer com isto é que o piloto fez varias tentativas para aterrar sobre tempo extremo, a partida de Amesterdão já havia sido atrasada devido a falhas no reverso de um dos motores e quem tem culpa: Controladores de Tráfego Aéreo em Faro e Aeroporto de Faro!
A Martinair devia perder o processo e devia era fechar portas e ter vergonha, por estar a assumir uma nova posição face ao acidente. A Martinair havia concordado com o relatório holandês que culpabilizava o piloto por tentar aterrar em tempo extremo, que levava a aeronave das suas limitações, por haver um fenómeno de windshear e microburst súbitos e imprevisíveis. Mas não agora quem irá pagar será a ANA e os CTA’s!
Só digo isto: Martinair vai-te foder e tenham vergonha!!!!
Isto mexe comigo por ser plane spotter e por ver uma companhia ter uma atitude destas ao fim de tanto tempo. Perdoe-me se não gostarem deste comentário e pela linguagem nele utilizado mas é assim que vivo roubalheiras e injustiças cometidas contra o “meu” aeroporto. E atenção eu vivi o acidente lembro-me da correria de ambulâncias e bombeiros que foi nesse dia. Lembro-me do dia horrível que estava e a chuva e vento que estava. Posso ter apenas 19 anos mas lembro-me!
Acidente aéreo em Faro em julgamento 16 anos depois – comentário pessoal Segunda-feira, Setembro 8, 2008
Acidente aéreo em Faro em julgamento 16 anos depois Segunda-feira, Setembro 8, 2008
Acidente aéreo em Faro em julgamento 16 anos depois
15h54m
A companhia de aviação Martinair pede uma indemnização de 125 milhões de euros à Aeroportos de Portugal, alegando que esta empresa “não forneceu dados meteorológicos à tripulação” do avião acidentado em Faro em 1992, no qual morreram 54 pessoas.
O acidente aéreo “podia ter sido evitado, se a Aeroportos de Portugal (ANA) tivesse fornecido indicações correctas à tripulação”, explicou à Agência Lusa o advogado que representa a Martinair, Manuel Magalhães e Silva, no intervalo da audiência que teve início esta segunda-feira no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, dezasseis anos depois do acidente.
Manuel Magalhães e Silva adiantou que os dados meteorológicos entregues anteriormente aos pilotos “não correspondiam aos ventos da pista onde o avião ia aterrar [pista 11]“, mas sim “da pista 29, que excediam largamente a capacidade operacional do avião”.
Durante a parte da manhã, a Martinair chamou a primeira de sete testemunhas, John Mccarthy, um cientista norte-americano ligado aos fenómenos meteorológicos e investigador do acidente que ocorreu em Faro.
O cientista afirmou que, de acordo com os fenómenos meteorológicos verificados a 21 de Dezembro de 1992, data do desastre e àquela hora (08:33), a tripulação “não podia evitar o acidente, sem dados correctos”, fornecidos pelos controladores de voo, explicando os valores de chuva, ventos, trovoadas, velocidades e outros fenómenos climatéricos registados.
O especialista explicou ao tribunal que “o fenómono meteorológico verificado ‘Microburst” – grande turbulência com ventos descendentes muito fortes’ não foi transmitido à tripulação”, conforme os registos das caixas negras, a que o cientista afirmou que teve acesso.
O estudioso norte-americano afirmou ainda que “o ‘Microburst’ já foi responsável por vários acidentes aéreos em todo o mundo”.
A Lusa falou com o advogado da ANA, José Alves Pereira, e o das seguradoras, José Drago, tendo ambos recusado fornecer “qualquer informação” sobre o desenrolar desta acção judicial e alegando que “não podem falar sobre este assunto”.
O processo cujo julgamento teve hoje início opõe a Martinair e as seguradoras da empresa contra a Aeroportos de Portugal e respectivas seguradoras, sendo julgado por um colectivo de três juízes, presidido pela juíza Guida Jorge.
O voo MP 495 da Martinair teve origem no Aeroporto de Amsterdão, no dia 21 de Dezembro de 1992, tendo levantado às 05:35 com destino ao Aeroporto de Faro, tendo o acidente ocorrido às 08:33, quando aterrava.
O aparelho DC 10 transportava 340 pessoas, 13 das quais tripulantes. Morreram 54 pessoas e centenas ficaram feridas. O julgamento deste processo, que já conta com mais de 65 volumes, prossegue durante toda esta semana.
Jornal de Notícias
